Nova trend do “Ghibli” coloca dados pessoais dos internautas em risco

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Criado por: Rádio Bom Jesus
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Postado em: 03/04/2025
A internet tem conectado cada vez mais as pessoas e criado novas tendências entre os usuários que acabam viralizando rapidamente fazendo com que muitas pessoas acabem aderindo as “modinhas” online. Este comportamento é conhecido na web como “Tred” e, apesar de atrair os internautas, muitas vezes pode apresentar grandes riscos para os usuários. Nos últimos dias, a “Trend do Ghibli” tem envolvido muitas pessoas, mas especialistas alertam para os riscos que a nova moda pode trazer aos usuários.
De maneira superficial, a Trend do Ghibli parece uma brincadeira inofensiva que diverte os usuários, mas o que a maioria das pessoas não sabe é que, ao converter sua foto para uma imagem em desenho, eles estão concordando em compartilhar seus dados faciais. Com isso, essas informações ficam armazenadas na web e podem estar ao alcance de criminosos ou hackers.
Com o avanço das tecnologias e das Inteligências Artificiais, os dados biométricos das pessoas são algo cada vez mais importante para sua própria segurança. A digital, por exemplo, já é há alguns anos utilizada para acesso a vários serviços e diversos tipos de reconhecimento da identidade de um usuário. Além disso, a verificação facial também vem ganhando cada vez mais espaço, como na hora de realizar a validação de um aplicativo bancário, por exemplo.
Ou seja, atualmente os rotos das pessoas carregam muitas informações pessoais dos indivíduos que vão bem além de apenas a sua aparecia e reconhecimento. O reconhecimento fácil funciona com a análise dos principais pontos do rosto de uma pessoa, como rosto, nariz, boca, formato da face entre outros pontos que formam uma espécie de “Chave”. Ao fornecer sua imagem para as “Trends”, o usuário concorda em compartilhar estes dados com a web. Outro ponto que torna a prática ainda mais comum é o fato dela ser oferecida de graça, mas isso pode, futuramente, custar caro.
Conforme alertam especialistas, estas imagens podem ser utilizadas como uma espécie de “Chave Mestra” que os criminosos utilizam para burlar sistemas de segurança, colocando assim os dados de uma pessoa em risco.
No caso das crianças, a situação pode ser ainda mais perigosa, pois estas imagens costumam ficar armazenadas em servidores que podem ser atacados e caírem em mãos erradas. Neste caso, os especialistas apontam que os criminosos utilizam das imagens principalmente para alimentar e criar conteúdo em sites de pornografia infantil.
“Ah mas alguém pode pegar minha foto nas redes sociais, que diferença faz?”. É aí que mora o perigo. Caso um criminoso utilize deste método, ele claramente está infringindo as leis. Porém, a questão do envio de imagens e aceite de termos legais por parte do usuário faz com que as imagens sejam coletadas e possam ser utilizadas pelos mecanismos de tratamento de dados de forma legal e com o consentimento da pessoa, pois o usuário concordou com os termos de privacidade sem verificar corretamente qual é a proposta do mecanismo que ele está utilizando.
A principal orientação é para que os internautas estejam atentos aos termos do usuário, algo que, na maioria dos casos, as pessoas apenas aceitam e seguem em frente para entrar logo na modinha. Para ter maior segurança neste sentido, o ideal é ler e conferir todas as informações das configurações de privacidade e organiza-las de maneira que estas venham a garantir a segurança do usuário. Outro ponto importante é para que após participar de alguma atividade que envolva o envio de imagens as pessoas fiquem atentas as movimentações em suas contas e desconfiem de qualquer atividade suspeita.
Fonte “Por Folha Extra” ou adicione o link do nosso site folhaextra.com.